O Entrudo – O Verdadeiro Carnaval Português e a Deusa Brigantia

“No 1 de Fevereiro formaliza-se a segunda das quatro grandes celebraçons do ano
celta, o Entroido (Imbolc), umha celebraçom de esperança e alegria fortemente
vencelhada à Deusa Brigantia (Brighid ou Bride), a Deusa vitoriosa, principal
representante da soberania feminina, exemplo perfeito das trindades druídicas na
sua própria figura.
Na tradiçom galaica disque o Entroido (Entruido ou Entrudo) começou já o 1 de
Janeiro (passados os fastos da Noite Nai) e ainda que é certo que nalguns lugares já
levariam dias preparando e até celebrando publicamente (se nom for polo vírus que
nos rodeia), seria durante esta próxima época depois do 1 de Fevereiro na que se
desenvolveria em todas partes este festival percebido como purificaçom da terra e
primeiro estímulo do crescimento, a preparaçom limiar da terra no futuro encontro
com a primavera.
É o momento entom para a regeneraçom, para ajudarmos a terra, colocar os
assuntos da casa em ordem, mesmo de fazer umha grande limpeza, fazer planos e
“plantar” ideias.
Lembra-se, aliás, que o Rei ha renovar os votos com a Terra, na uniom de soberanos,
o pacto sagrado entre o Ser Humano e as Deidades da mao de Brigantia.
A Soberana guia o Entroido com os seus atributos positivos e fai que, precisamente,
acedamos a umha nova época. Eis a raiz da palavra Entroido, entrar, umha entrada a
um tempo alegre que em muitos lugares começa já pouco depois de passado o
Solstício de Inverno, mas nada a ver com o “carnavalesco” grosseiro, completamente
alheio à nossa tradiçom. Brigantia assegura assim este trânsito e garante a promessa
de renascença feita no solstício. Ela será quem acorde depois o refulgente Deus Bel.
O ano já há tempo que começou, mas agora Brigantia e o ciclo da natureza começam
a nos premiar de forma especial pola nossa resiliência. Tudo vira em torno ao
Imbolc a partir destes momentos (do velho céltico i mbolg, “no saco” ou “na
barriga”), este embigo da vida. Alviscamos a sua luz e ficamos confiantes: há que
chegar ainda, mas já estamos quase. É tempo de alçarmos a cabeça e rirmos!”

Texto: Irmandade Druídica Galaica
Foto: Caretos©RCL-RuiCunha

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